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Alvinegros mais experientes dão força a Arthur após má jornada. (Foto: JL Rosa)

Alvinegros mais experientes dão força a Arthur após má jornada.

O pai do jogador, companheiros de time e treinador esperam que pênalti perdido, que motivou soco no banco de reservas, não abale o jovem jogador para a sequência da Série A. E que ele lide melhor com a pressão de ser a referência do ataque e marcar os gols de que o Ceará precisa.

17/10/2018

O atacante Arthur é a referência do ataque do Ceará e a maior esperança de gols da equipe na Série A do Campeonato Brasileiro. Aos 20 anos e artilheiro da equipe no ano com 21 gols (sendo 4 na Série A), ele tem vivido um ano especial, ao ser observado pela Seleção Brasileira de base e ter sido vendido ao Palmeiras para 2019 na maior negociação da história do futebol cearense.

Mas a idolatria da torcida, a visibilidade de jogar a maior competição do País por um clube popular como o Ceará, também tem seus percalços.

Se no jogo anterior do clube pela Série A, no dia 30 de setembro, Arthur marcou um gol espetacular contra a Chapecoense garantindo a virada do clube no Castelão, na partida da última segunda-feira contra o Botafogo, também no Castelão, ele viveu o outro lado: o jovem jogador perdeu um pênalti aos 30 minutos de jogo, pouco produziu depois disso e, ao ser substituído, aos 20 minutos, visivelmente nervoso, deu um soco no banco de reservas, cortou a mão e precisou de atendimento médico.

Uma indagação a ser feita após a perda do pênalti e o soco no banco de reservas é se Arthur está preparado para lidar com a pressão de momentos difíceis e ser o protagonista do ataque do Ceará na reta final da Série A.

Sem dar entrevistas após a partida, Arthur foi defendido por nomes mais experientes do Alvinegro, como o zagueiro Tiago Alves e o técnico Lisca, que blindaram o jogador, garantindo ter a confiança nele para cobranças futuras.

"Em outros jogos ele carregou nosso ataque e fez os gols. Se tiver outro pênalti, creio que ele que vai bater", contemporizou Tiago Alves.

Já o técnico Lisca espera que Arthur não se abale para jogos futuros. "Sempre sente. Porque é um jogador jovem, que está crescendo e tem essa identificação com o clube. O Arthur queria muito fazer o gol. Saiu muito irritado, deu um soco e acabou se machucando. E só erra quem bate. Vários jogadores de renome já bateram e perderam em Copa do Mundo. O Arthur tem uma carreira longa pela frente e vamos superar esse erro junto com ele", disse Lisca.

Palavra do Pai

O pai de Arthur, Hélio Cabral, afirma que seu filho lida de sua forma com a pressão e que escolheu ficar no Ceará e ajudar o clube na luta pela permanência.

"Ele é um cara muito tranquilo. Se ele sente a pressão, guarda para si. O Arthur não é de conversar muito, de expor algum tipo de problema. O Arthur tem 20 anos, é o primeiro campeonato da Série A dele".

Hélio lembra que o Palmeiras quis levá-lo logo após a parada para a Copa do Mundo, mas Arthur quis ficar.

"Houve uma conversa para o Arthur ir para o Palmeiras ainda este ano entre os empresários, o Ceará e o Arthur, mas ele quis ficar no Ceará porque tem o objetivo de ajudar o clube a permanecer na Série A", finalizou.

Já no domingo, Arthur terá mais uma prova de fogo, o clube que o contratou para 2019: o Palmeiras, às 16 horas, no Pacaembu, pela 30ª rodada da Série A.



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