Carregando...

Publicidade

Bolsonaro encontra homens do Choque do Rio. (Foto: Reprodução/Instagram)

Bolsonaro recebe homens do Batalhão de Choque do Rio.

Presidente eleito encontrou grupo de policiais durante "lanche presidencial".

31/10/2018

Enquanto sua equipe articula os nomes para a formação do ministeriado (80% dos nomes já estão definidos, e o anúncio oficial está previsto para a próxima segunda-feira), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ainda se confraterniza por conta da vitória no último domingo. Nesta terça-feira (30), o capitão reformado do Exército se encontrou com homens do Batalhão de Polícia de Choque do Rio de Janeiro durante um 'lanche presidencial', como ele definiu em postagem em rede social.

"Lanche presidencial com o @choque_bpchq. Estar perto, tratar bem e ouvir faz parte de quem deseja o bem de seu time! É uma satisfação, guerreiros!", escreveu Bolsonaro ao compartilhar a imagem do encontro com os PMs.

Longe do clima de festa, as articulações políticas do novo governo movimentam a bancada eleita do PSL em temas de forte interesse do meio policial e militar, como as possíveis mudanças no estatuto do desarmamento. Há muitas dúvidas sobre a votação dessas alterações, uma das principais promessas da campanha de Bolsonaro.

O deputado federal e senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) não considera que a proposta que revoga o estatuto do desarmamento será pautada este ano pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como defendem aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo Olímpio, embora Maia venha dando sinais favoráveis ao texto, o democrata teria se comprometido com o PT e o PCdoB a não colocar o tema em apreciação durante a sua atual gestão.

Apesar disso, Olímpio afirma que esta é a matéria com maiores condições de ser aprovada entre os temas defendidos por Bolsonaro. "Se o projeto 3722 que revoga o Estatuto do Desarmamento e estipula critérios de compra, posse e porte de armas de fogo no Brasil fosse pautado hoje, seria aprovado", avaliou.

Maia se reuniu com integrantes da bancada da bala na tarde desta terça-feira para tratar do assunto. O atual presidente da Câmara tentará reeleição no próximo ano e, como o PSL terá uma das maiores bancadas da Casa, o tema deverá entrar na negociação para viabilizar seu nome. Hoje, Olímpio disse que o PSL deve abrir mão das presidências na Câmara e do Senado em nome da governabilidade.

Ele disse ainda que Bolsonaro não deve apresentar surpresas na escolha dos futuros ministros e que o anúncio deverá ser feito em breve apenas com nomes técnicos. "Amanhã a equipe de transição (de governo) começa a trabalhar", disse.

Os integrantes da equipe ainda não foram anunciados, mas o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil, virá a Brasília para uma reunião com o atual ministro da pasta, Eliseu Padilha, por volta das 16h. Ele também deve visitar a sede da equipe de transição, que será no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Bolsonaro só deve viajar para a capital federal na próxima semana.



Total de acessos: 235132

Visitantes online: 4