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Vista aérea da manifestação contra os centro-americanos que chegaram à cidade mexicana de Tijuana e se preparam para tentar entrar nos EUA. (Foto: AFP)

Imigrantes são hostilizados na fronteira dos EUA com o México.

Grupos que deixaram Hondura já se acomodam na cidade mexicana de Tijuana.

19/11/2018

A semana é decisiva para a caravana de imigrantes que deixou Honduras, no dia 18 de outubro, rumo aos EUA, em busca de uma vida melhor. Eles conseguiram chegar à cidade mexicana de Tijuana, com a esperança de pedir asilo nos EUA.

Do lado americano, a cidade californiana de San Diego continuava, ontem, aguardando a reação dos militares mobilizados para conter os milhares de migrantes que aguardam há dias do outro lado da fronteira, em Tijuana.

Cerca de 4 mil pessoas esperam acampadas do outro lado da alfândega. A espera, no entanto, deve ser longa já que o governo do presidente Donald Trump mudou recentemente a legislação de maneira que só se pode solicitar asilo nos portos de entrada como o de San Ysidro, em San Diego.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Como a medida, em princípio, só entraria em vigor em 90 dias, o Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça dos EUA calcula que isto obrigará membros da caravana a ter de esperar por quatro meses antes de poder iniciar os trâmites de acesso ao país.

Enquanto isso em Tijuana, aumenta a tensão em relação à chegada de migrantes, que se veem obrigados a acampar nos arredores da cidade, o que provocou queixas dos moradores. Ontem, centenas de pessoas saíram, ontem, às ruas em duas manifestações antagônicas: uma a favor e outra contra os milhares de centro-americanos. Balançando bandeiras do México, cerca de 300 pessoas gritavam "Não à invasão!", enquanto se reuniam em uma das avenidas mais importantes de Tijuana.

"Eu não duvido que venham famílias, pessoas necessitadas, mas a maioria é de pessoas das maras (gangues) que cometem delitos. A prova está na violência com que entraram no país, forçando as portas da fronteira com a Guatemala", disse Esther Monroy, moradora de Tijuana de 58 anos. Esses manifestantes foram em marcha rumo ao albergue que o governo local improvisou para os migrantes em um centro esportivo.

Muito perto da mobilização contra os migrantes em Tijuana, uma dezena de pessoas com cartazes brancos se manifestavam em defesa dos centro-americanos. "O maior muro é a rejeição", "Violência cria mais violência", "Não discrimine" eram algumas das frases rodeadas de corações mostradas pelo manifestantes, em menor número que o grupo contrário.

O prefeito de Tijuana, Juan Manuel Gastélum, pediu que os imigrantes sejam expulsos e propôs uma consulta aos cidadãos sobre o tema. Ontem, Trump voltou a criticar a caravana. "Eles estão causando crimes e grandes problemas no México. Vão para casa!", tuitou. Segundo o Pentágono, cerca de 5,9 mil soldados estão distribuídos entre os estados americanos de Califórnia, Arizona e Texas ajudando os agentes fronteiriços, principalmente em trabalhos como a colocação de arame farpado.

"O grito dos pobres se torna mais forte diariamente, porém, a cada dia é menos ouvido", disse, ontem, o papa Francisco sobre o drama dos que tentam chegar aos EUA.



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