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O encontro foi anunciado por John Bolton nesta quarta-feira (21), no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter/@AmbJohnBolton)

Assessor de Trump confirma encontro com Bolsonaro no Rio.

A visita, marcada para o próximo dia 29, será mais um passo para a aproximação entre o governo do presidente eleito e o de Donald Trump.

23/11/2018

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton virá ao Brasil na próxima semana para uma reunião com Jair Bolsonaro, em mais um passo para a aproximação entre o governo do presidente eleito e o de Donald Trump. A possibilidade de o conselheiro, que é um dos principais auxiliares de Trump, fazer escala no Brasil antes de seguir para Buenos Aires, no encontro do G-20, foi ensaiada nas últimas duas semanas e anunciada nesta quarta-feira (21), por Bolton no Twitter. O encontro será no Rio de janeiro na quinta-feira, dia 29.

"Ansioso para encontrar com o próximo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Rio, em 29 de novembro. Compartilhamos muitos interesses bilaterais e trabalharemos de perto para aumentar a liberdade e a prosperidade em todo o hemisfério ocidental", escreveu o assessor de Segurança Nacional.

Look forward to seeing Brazil’s next President @JairBolsonaro in Rio on November 29th. We share many bilateral interests and will work closely on expanding freedom and prosperity throughout the Western Hemisphere.
— John Bolton (@AmbJohnBolton) 21 de novembro de 2018

O entorno de Bolsonaro já havia feito gestos de aproximação com os americanos durante a campanha eleitoral, em articulações informais feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Em agosto, ele se encontrou com Steve Bannon, ex-estrategista de campanha de Trump.

Há expectativa por parte do entorno de Bolsonaro sobre a presença de Trump na posse do presidente eleito, em 1.º de janeiro, o que deve ser tratado com Bolton. Durante os dois anos de mandato, Trump tem delegado à sua equipe, como o vice-presidente Mike Pence, as visitas à América Latina.

Em discurso em Miami no início do mês, Bolton disse que Bolsonaro seria um "aliado" contra países com regimes de esquerda na América Latina. No mesmo discurso, ele chamou Cuba, Venezuela e Nicarágua de "troica da tirania".



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