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(Foto: Reprodução/Internet)

Barbalha,CE: Hospital São Vicente encerra atendimento a crianças com câncer.

11/04/2017

a:11:{i:0;s:543:"Em 2014, o Hospital São Vicente deu o primeiro sinal de que gastava mais do que podia. O repasse de verbas do Ministério da Saúde, intermediado pela Prefeitura Municipal, ainda não era o suficiente para dar conta da quantidade de pacientes ali atendidos. Quando o hospital de Barbalha decidiu atender somente a suportado pelo seu teto financeiro, o Ministério Público Federal então interviu e obrigou o Ministério da Saúde a acrescentar, mensalmente, 250 mil reais na conta do Hospital, que gastava cada centavo no Centro Oncológico.";i:1;s:458:"A liminar do MPF, entretanto, durou apenas dois anos – período em que o HMSVP abriu as portas para os pacientes com câncer. A partir de 2016, sem os R$ 250 mil por mês, tornou-se impossível manter o mesmo número de pacientes em tratamento sem deixar as contas do Hospital entrar no vermelho. Hoje o HMSVP deve cerca de R$ 3 milhões a fornecedores (e comemora o fato de conseguir manter a folha de pagamentos em dia). O X do problema é a Oncologia. ";i:2;s:354:"O tratamento do câncer é garantido pelo SUS desde 2012. Segundo a lei que obriga o Estado a dar assistência ao paciente, o atendimento deve iniciar em até 60 dias após o recebimento do diagnóstico. Não é o que acontece em Barbalha. Após ser diagnosticado com câncer, um paciente pode esperar até quatro meses na fila por tratamento no HMSVP. ";i:3;s:302:"Atualmente, há quase mil pessoas recebendo quimioterapia naquele centro oncológico, vindas de cerca de 40 cidades que fazem parte da macrorregião assistida pelo Hospital. Em radioterapia estão 35 pacientes, enquanto a clínica oncológica infantil tem 47 crianças em tratamento contra o câncer. ";i:4;s:654:"Há duas maneiras de um hospital ser reconhecido pelo Ministério da Saúde como apto a realizar o tratamento do câncer. Uma delas é se credenciando como UNACON, ou Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia. A outra é recebendo a credencial de CACON, ou Centro de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia. As atribuições começam iguais para a Unidade e para o Centro: ambas devem possuir “condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para o diagnóstico definitivo e tratamento dos cânceres mais prevalentes”. ";i:5;s:453:"O HMSVP é uma UNACON, que, diferente da CACON, não precisa oferecer tratamento radiológico e pode se limitar a diagnosticar e tratar somente os tipos mais comuns de câncer. Também por ser Unidade, o São Vicente não é obrigado a receber crianças com câncer. Mas, apesar de não ter a credencial de um Centro, o Hospital dispõe do serviço de radioterapia, trata todos os tipos de câncer e ainda tem seu próprio centro oncológico infantil. ";i:6;s:503:"Na quinta-feira passada (31), o São Vicente divulgou a decisão de acabar com o Centro Oncológico Infantil. A notificação foi enviada à Prefeitura Municipal, ao Ministério Público Federal, à Coordenadoria Regional de Saúde do Ceará e à Central de Regulação do Estado. O comunicado dizia: “Na qualidade de UNACON, vimos, desde o ano de 2002, atendendo o Serviço de Oncologia Pediátrica, sem, no entanto, termos o credenciamento necessário para tanto junto ao Ministério da Saúde”. ";i:7;s:664:"A Diretoria Executiva do hospital deixou claro que a decisão é de cunho financeiro. O ofício enviado aos órgãos explicava que o atendimento às crianças haveria de ser “encerrado como medida de contenção de gastos, necessário à nossa recuperação financeira e manutenção dos serviços”. Dizia ainda: “notadamente pela falta de credenciamento, não recebemos o plus previsto na Portaria MS/SAS 140/2014, ou seja, executamos o serviço, mas não temos a remuneração inerente”. O “plus” mencionado é um aporte de 50 mil reais por mês. Em tese, se o credenciamento evoluísse para CACON, a oncologia pediátrica não deixaria de existir. ";i:8;s:469:"“Não vamos mais inserir novos pacientes [no Centro Oncológico Infantil] e os que estão em tratamento serão encaminhados aos poucos para os serviços de referência da capital. A decisão tomada pela Direção continua de pé”, disse Amílcar Leite, assessor jurídico do Hospital. Até o fechamento desta reportagem, os pais das crianças com câncer em tratamento no São Vicente não haviam sido informados sobre o fechamento do Centro Oncológico Infantil. ";i:9;s:23:"Crise financeira";i:10;s:743:"A Diretoria do HMSVP estima ter gasto mais de R$ 11 milhões, entre 2011 e 2016, em atendimentos de ordem ambulatorial e em internações. Quimioterapia e radioterapia estão entre os serviços feitos em excesso e sem repasse de verbas do Ministério da Saúde. No mês passado, o Hospital anunciou que iria limitar o número de atendimentos, colocando-o dentro do teto de gastos. A informação rendeu ações da população barbalhense, que organizou eventos e uma manifestação para ajudar financeiramente a instituição. Na sexta-feira (31), durante a manifestação em frente ao Hospital, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou um aporte financeiro de R$ 10,4 milhões a ser transferido via Ministério da Saúde. Saiba mais. ";}