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Aeroporto de Juazeiro movimentou 559 mil passageiros em 2018. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Aeroporto de Juazeiro do Norte vai ganhar terminal três vezes maior.

Com a concessão, cujo leilão ocorre amanhã (15), nova concessionária deverá construir um terminal de passageiros com 7,5 mil m² para atender à demanda de 15 anos. No fim da concessão, em 30 anos, estrutura deverá ter 10 mil m².

14/03/2019

A concessão do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, vai proporcionar, entre outros fatores, um aumento de 200% no tamanho do terminal nos próximos 15 anos. Segundo documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do então Ministério dos Transportes, hoje denominado Ministério da Infraestrutura, o terminal de passageiros de Juazeiro do Norte passará dos atuais 2,5 mil metros quadrados (m²) para 7,5 mil m² até 2034, ano final da fase 1 da concessão.

Nos 15 anos em diante, fase 2 da concessão, o aeroporto deve chegar a 10 mil m². De acordo com a Anac, além da construção de um novo prédio de passageiros, Juazeiro do Norte deve contar ainda com a ampliação do pátio de aeronaves, melhorias relacionadas à segurança operacional na pista de pouso, pistas de táxi e pátios de aeronaves, aperfeiçoamentos quanto à segurança da inspeção de bagagens e carga embarcadas no aeroporto e adequações nos auxílios à navegação aérea.

Relatórios do Governo Federal apontam que, em 15 anos, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes deve movimentar mais de 1,4 milhão de passageiros, cerca de 138% maior que o verificado em 2016 (590,7 mil passageiros). No fim da concessão, em 2048, deverão ter passado pelo terminal do Cariri cearense 2,8 milhões de passageiros ao ano.

“Considerando todos os fluxos relevantes: doméstico, internacional, conexão e bordo e aviação geral, o total cresceria de 660 mil para 2,8 milhões entre 2019 e 2048 (ou cerca de 4 vezes) com um crescimento médio anual de 5,2%”, acrescenta o documento do Governo Federal.


Além disso, com a nova estrutura que deverá ser construída pelo concessionário, o aeroporto deve contar ainda com quatro pontes de embarque, totalizando 12 posições de aeronaves.

Segundo a Anac, também está prevista a construção de um novo estacionamento. “A fim de atender às operações do novo TPS - terminal de passageiros -, é construído um novo sistema viário de acesso, conectando o existente até esta nova área. É considerado também um novo estacionamento de veículos em frente ao TPS, para atender aos passageiros que utilizam o novo terminal”, relata do documento.

De acordo com os estudos, no fim da concessão, em 30 anos, a área total do estacionamento passará dos atuais 5,8 mil m² para 10,2 mil m². O número de vagas passará de 230 para 376 neste período.

A fase 1 das obras deve ocorrer entre 2020 e 2022 e a fase 2 no período de 2032 a 2033. “Considerando que a concessão se inicia em 2019, é estimado um tempo de 10 meses para que sejam obtidas as licenças ambientais necessárias para o início das obras. Após a obtenção das licenças ambientais, as obras podem ser iniciadas”, afirma o documento do Governo Federal.

Também foi considerada a ampliação da pista em 138 metros (m) de extensão, passando de 1.800m para 1.938m por 45m de largura, e a inclusão de áreas de escape nas duas pontas da pista.

Investimentos

O Aeroporto de Juazeiro do Norte deverá receber investimentos de R$ 190,5 milhões para a ampliação e manutenção do terminal com a concessão à iniciativa privada. A informação também consta no estudo de viabilidade econômico-financeira.

O terminal caririense integra o bloco Nordeste e será concedido juntamente com os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB) a um único operador. O valor de outorga estimado para o bloco é de R$ 3,1 bilhões (outorga inicial mais a estimativa de arrecadação com as outorgas variáveis) e o investimento estimado é de R$ 2,08 bilhões para todo o bloco Nordeste.

Interessados

Pelo menos dez empresas estiveram na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, interessadas no leilão de concessão de 12 aeroportos que será realizado na sexta-feira (15) pelo Governo Federal. Entre as empresas identificadas estão as brasileiras CCR, Pátria, Socicam e Construcap; as francesas Vinci e Aéroports de Paris; a suíça Zurich AG; a espanhola Aena; e as alemãs AviAlliance e Fraport AG.

Os representantes dos consórcios evitaram revelar a composição dos grupos ou o interesse de cada um pelos blocos. Apesar de levarem documentos, eles também não quiseram confirmar se, de fato, entregaram as propostas. Entre os estrangeiros, alguns já têm presença nos aeroportos brasileiros. A Zurich tem as concessões de Florianópolis (SC) e de Confins (MG); a Vinci, o terminal de Salvador; e a Fraport atua em duas capitais: Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE).

Nova rodada

Na próxima segunda-feira, o Governo Federal vai anunciar o lançamento de três novos blocos de aeroportos que serão concedidos.
O “bloco Sul”, formado por nove aeroportos, inclui dois terminais de Curitiba, além de Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Pelotas, Uruguaiana e Bagé (todas no RS). O “bloco Norte” engloba sete aeroportos: Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR), Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM) e Tefé (AM). O terceiro lote, o “bloco Central”, inclui os terminais de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO), Petrolina (PE) e Imperatriz (AM).


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)


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