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Governo precisa de apoio para a aprovação do texto. (Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados)

Planalto pede empenho aos governadores na Previdência.

Sem articulação, o relator da matéria na Câmara adiou a entrega do texto.

11/06/2019

O porta-voz da presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou ontem que é necessário que governadores defendam junto ao Congresso a aprovação do projeto original da reforma da Previdência, que inclui estados e municípios. Em meio aos esforços do Governo para tentar atrair apoio à reforma, o relator na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), adiou para a próxima quinta-feira (13) o relatório na comissão especial.

"É necessário o empenho dos governadores para defenderem junto aos parlamentares estaduais e municipais a integralidade do texto que for aprovado na Câmara e no Senado", afirmou Rêgo Barros. Ele disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro "coloca-se à disposição" para conversar com os governadores sobre o tema e que o Governo defende o projeto que inclua todos os entes da Federação.

Na semana passada, um grupo de governadores apresentou uma carta pedindo que estados e municípios sejam mantidos no texto original depois que passou-se a discutir uma versão em que eles fossem excluídos da reforma. Com dificuldades para fechar as contas no azul, estados temem que a não inclusão deles nas mudanças das regras de aposentadoria tragam ainda mais dificuldades financeiras.

O porta-voz disse ainda que segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, "estamos no momento da política imperar. Tem que ter conversa, tem que ter negociação. Ou se tem um clima de entendimento e de compreensão por parte de todos de que a reforma não é de ministros nem de partidos, mas do País, ou não se chega a lugar nenhum".

Ainda de acordo Rêgo Barros, Marinho afirma que "não adianta resolver a situação da União e deixar estados e municípios na situação que estão".

"A Previdência será o alicerce de toda as futuras reformas, sobretudo a tributária. O secretário reconheceu, no entanto, que há uma questão política a ser enfrentada, já que deputados estaduais temem arcar com o ônus político de aprovar o texto nos Estados, tendo em vista que as eleições municipais ocorrem no ano que vem", disse.



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