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Estádio Castelão durante obras para a Copa do Mundo de 2014. (Foto: LC Moreira)

Obras da Arena Castelão e de mais sete estádios da Copa 2014 são investigadas por cartel.

Além do Castelão, a investigação apura as licitações do Estádio Nacional Mané Garrincha, Arena Amazônia, Arena Pernambuco, Estádio do Maracanã, Estádio Mineirão, Arena das Dunas e Arena Fonte Nova.

17/07/2019

As obras da Arena Castelão, em Fortaleza, e de outros sete estádios são investigados por um suposto cartel em obras de construção e reforma de instalações esportivas destinadas à Copa do Mundo de 2014. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (17) pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com o Cade, a investigação começou com o acordo de leniência (espécie de delação premiada para empresas) com a construtora Andrade Gutierrez e executivos e ex-executivos da empreiteira.

São investigadas por suposta participação no cartel em licitações dos estádios da Copa do Mundo de 2014 as empresas Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, Camargo Corrêa, OAS, Queiroz Galvão, Delta, Grupo Odebrecht e Via Engenharia, além de 36 pessoas físicas relacionadas à essas empresas.

Até o momento, há indícios de que os contatos entre concorrentes teriam se iniciado com a definição do Brasil como sede do mundial pela FIFA, em outubro de 2007, tendo se intensificado no segundo semestre de 2008. “O cartel teria atuado, pelo menos, até meados de 2011, quando foram assinados os contratos referentes às obras públicas dos estádios de futebol para a Copa do Mundo”, informou o órgão.

Além da Arena Castelão, em Fortaleza, a investigação apura sete outras licitações:

●Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília
●Arena Amazônia, em Manaus
●Arena Pernambuco, em Recife
●Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
●Estádio Mineirão, em Belo Horizonte
●Arena das Dunas, em Natal
●Arena Fonte Nova, em Salvador

O que dizem as empresas

Procuradas, a Carioca Engenharia e a Queiroz Galvão informaram que não iriam comentar.

Em nota, a Andrade Gutierrez informou que apoia toda iniciativa de combate à corrupção, e que visa a esclarecer fatos ocorridos no passado. “Cabe ressaltar que os processos abertos agora são fruto da colaboração da empresa” (veja a íntegra da nota mais abaixo).

A Camargo Corrêa informou que foi a primeira grande empresa a firmar acordo de leniência com o Cade e informou que a "não participou de contratos de construção de obras da Copa do Mundo de 2014".

A Odebrecht informou em nota que os processos "integram a contínua colaboração que a empresa se comprometeu a dar à Justiça e aos órgãos de fiscalização e controle no Brasil" e lembrou que para os temas citados já assinou com o Cade Termos de Cessação de Conduta (TCCs).

O Consórcio Minas Arena divulgou a seguinte nota: "A respeito da notícia de instauração de inquérito administrativo pelo Cade para investigar condutas relacionadas aos estádios da Copa 2014, é importante esclarecer que a apuração não abrange a Minas Arena e seus acionistas, os quais não se encontram nem mesmo relacionados dentre as pessoas notificadas para apresentação de defesa no processo. Importante deixar claro também que a versão pública da nota técnica do Cade que respaldou a abertura do inquérito descreve que o então consórcio Minas Arena não participou de tentativa de cartel."



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