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Operários começaram, no mês passado, a terceira e última etapa da construção da Igreja. (Foto: André Costa)

Construção da Igreja do Horto completa duas décadas com atrasos.

Depois de ser paralisada inúmeras vezes por falta de verba, a obra foi retomada, por etapas, em 2018. As duas primeiras fases foram finalizadas em maio deste ano; a previsão para conclusão é para 2020.

11/08/2019

Iniciada há exatas duas décadas, a construção da Igreja Bom Jesus do Horto, em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, ganhou novo prazo para conclusão. De acordo com a administradora do Horto, Francisca Maria Santana, as obras devem ser finalizadas em abril do próximo ano. Os atrasos na edificação, que foi projetada para ser o quarto maior templo católico do Brasil, devem-se "ao limitado recurso financeiro". Francisca explica que a verba destinada à construção da Igreja é exclusivamente oriunda da doação de fiéis.

A obra passou quase uma década paralisada e foi retomada no ano passado, por etapas. As duas primeiras, consistem na recuperação estrutural, impermeabilização da laje externa e construção de passadiço para pedestre. Ambas foram finalizadas em maio deste ano, e custaram pouco mais de R$ 405 mil. A terceira etapa, iniciada no mês passado e orçada em cerca de R$ 1,5 milhão, tem previsão para conclusão em abril do próximo ano. "Agora, entramos na fase de pintura das paredes, assentamento do piso em granito, iluminação interna, instalação de esquadrias e confecção dos bancos em madeira", detalhou a administradora do Horto. Com o fim da obra, a previsão é que as missas, que eram celebradas no espaço inacabado do templo religioso, possam retornar ainda no primeiro semestre de 2020.

Reforço

Para garantir a não interrupção das obras, foi lançado, há dois anos, o projeto "Luz do Horto" - abraçado pela distribuidora de energia do Estado, a Enel -, cujo objetivo era captar doações por meio da conta de energia elétrica. Cada contribuinte pode doar a partir de R$ 2 por mês. Todo recurso proveniente deste projeto é destinado às obras da Igreja. No entanto, dois anos se passaram, e o "Luz do Horto" não correspondeu às expectativas criadas.

"Esperávamos alcançar entre R$ 30 a R$ 50 mil reais por mês, mas, até agora, estamos conseguindo apenas R$ 2 mil em média", pontuou Francisca Maria. Esta diferença financeira é apontada, pela administradora, como uma das causas de a obra não ter avançado tanto nos últimos anos. Agora, porém, ela antecipa que a Fundação Salesiano, mantenedora do complexo onde a Igreja está sendo erguida, já possui o montante necessário. "Recebemos uma doação do Vaticano", disse, porém, sem especificar a quantia.

Em paralelo a este aditivo, Francisca explica que, neste mês, será feito o relançamento do projeto com campanhas que objetivam "angariar mais doadores".

Expectativa

Com a nova previsão do fim das obras, quem mora no bairro se mostra ansioso com a conclusão da Igreja que carrega consigo o peso de ter sido um desejo antigo do Padre Cícero Romão Batista, patriarca juazeirense. "Ele sempre sonhou em ter uma Igreja construída no ponto mais alto da cidade, de onde todos poderiam vê-la", recorda Mazinha Oliveira, comerciante e moradora do bairro Horto.

Quando finalizada, a Igreja Bom Jesus terá capacidade para acolher 1.300 pessoas sentadas e outras três mil em pé, na arquibancada.



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