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Romildo Rolim foi reconduzido por mais dois anos como presidente do Banco do Nordeste. (Foto: Fabiane de Paula)

BNB tem diretoria reconduzida, mas ainda vive incertezas.

No última quinta-feira (29), o Conselho de Administração do Banco confirmou a permanência de Romildo Rolim à frente da instituição, mas fontes internas avaliaram o ato como medida de governança e não como ato político.

04/09/2019

O presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, e toda a diretoria executiva do BNB foi reconduzida para um novo biênio à frente da instituição financeira, com o novo mandato até agosto de 2021. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração, na última quinta-feira, 29 de agosto. O ato, no entanto, repercutiu internamente como um ato de governança, mantendo o BNB em um certo limbo, à espera da confirmação do governo Jair Bolsonaro pela manutenção, ou não do atual presidente. A expectativa é que a equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, anunciasse, oficialmente, a continuação de Romildo, algo que ainda não aconteceu.

Ao ser reconduzido, Rolim permanecerá na presidência do BNB, mas a decisão do conselho foi analisado por pessoas ligadas aos Banco como um ato de governança. "É um processo quase automático", disse uma das pessoas ligadas ao BNB. A discrição da instituição financeira, e também do Governo Federal, ao não alardear a permanência da atual diretoria pode indicar que os planos para os bancos regionais ainda não estão claros.

Ao contrário do que aconteceu com a Caixa Econômica Federal, o Banco Central e o Banco do Brasil, que tiveram nomeações logo no começo do governo Bolsonaro, os bancos regionais não tiveram os planos detalhados pelo Ministério da Economia de Guedes. Assim como o BNB, o Banco da Amazônia manteve o atual presidente, Valdecir Tose.

Governança

"Os mandados da diretoria do BNB são de dois anos e o conselho decidiu renovar toda a diretoria. Mas o atual mandato esta se encerrando e essas coisas são feitas quase que de forma automática. É uma decisão de governança. Se tivesse sido um ato político, teria-se feito um alarde", disse uma fonte interna do BNB.

"Nada garante que o ministro Paulo Guedes decida mudar toda a diretoria nos próximos meses. Se fosse um ato político, ele teria comentado ou alguém do Governo, como o Salim Mattar teria anunciado a decisão", completou a pessoa. Salim Mattar é o atual secretário especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia.

Apesar do cenário de incertezas, a atual diretoria do BNB, liderada por Romildo, ainda pode ser reconduzida mais duas vezes, cumprindo no máximo quatro mandados. A possibilidade é garantida pelo estatuto do BNB.

Resposta

Procurado para comentar os próximos passos do Banco e quais seriam os planos de atuação do próximo biênio, que se encerrará em agosto de 2021, Romildo Rolim não atendeu à reportagem. Segundo a assessoria de comunicação do Banco do Nordeste, o presidente do Banco está viajando para cumprir agenda oficial da instituição financeira.



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