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Thiago Galhardo tem comandado o Ceará nesta Série A. (Foto: JL Rosa)

Vovô e Leão chegam à reta final do 1º turno com campanhas iguais.

Representantes cearenses na Série A do Brasileiro, equipes têm semelhanças até a 18ª rodada, conseguem se manter longe da zona de rebaixamento e começam o returno com grandes chances de classificação na Sul-Americana.

10/09/2019

Protagonistas de uma rivalidade centenária, Ceará e Fortaleza realizam uma disputa à parte na Série A do Brasileiro. Compartilhando o objetivo de permanência na elite nacional, as equipes também trazem para a competição um equilíbrio histórico na era dos pontos corridos: passados 18 rodadas, ambos possuem 21 pontos, com seis vitórias, três empates e nove derrotas.

A semelhança se reflete imediatamente na tabela, com o Vovô aparecendo em 12º colocado, uma posição a mais do que o Leão, 13º - a diferença reside no saldo, com distância de cinco gols. O curioso é que o número de tentos pró dos clubes se repete nas campanhas, totalizando 21 marcados, o 8º sistema ofensivo mais positivo do Brasileiro.

O que destoa e traz vantagem ao Alvinegro de Porangabuçu é a defesa. Tendo destaque em peças como Diogo Silva, Luiz Otávio e Samuel Xavier, a equipe foi vazada 20 vezes. O Leão, por outro lado, ainda busca ajustar o setor, a exemplo da chegada de Jackson, o que explica ter sofrido 25 gols, o 5º pior sistema defensivo da competição.

Quando se encararam pelo torneio, o Ceará também levou a melhor sobre o arquirrival, ainda comandado por Rogério Ceni. Na Arena Castelão, com mando alvinegro, o time venceu por 2 a 1, gols de Thiago Galhardo e Felippe Cardoso, sendo Juninho, de pênalti, o responsável por diminuir o placar, válido pela 13ª rodada.

Dentro e fora

Desde a chegada de Zé Ricardo no Pici, o Fortaleza tem adotado o esquema 4-2-3-1, mesmo padrão tático de Enderson Moreira, que prefere uma trinca de meias na armação ao invés de dois atacantes abertos pelos lados, como o Leão. O que muda consideravelmente é a forma na qual os elencos se comportam fora e dentro da Arena Castelão.

Dono da 5ª melhor média de público do Brasileirão, totalizando 30.696 espectadores, o Tricolor ainda não engrenou em casa, onde tem 13 pontos conquistados e desempenho de 48,1%. O Vovô, no entanto, aproveita o embalo da torcida para conquistar grandes resultados, como a vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras.

Com uma média inferior, 27.533, o time alvinegro conquistou três pontos a mais que o arquirrival na Arena Castelão, com 59,3% de aproveitamento. Dos gols marcados, 15 foram obtidos com o apoio da arquibancada, o que evidencia uma performance mais agressiva no palco da partida contra o Botafogo, no sábado (14), às 21 horas, no fechamento do 1º turno.

Enquanto isso, o Fortaleza parece crescer como visitante, cenário em que garantiu empates heroicos com Atlético/MG e Santos - na próxima rodada, vai encarar o Bahia, domingo (15), às 16 horas, na Arena Fonte Nova. Os novos ares trazem a 11ª posição ao Tricolor do Pici, com oito pontos e uma quantia maior de gols: 11 contra 10. Sair da Capital, para o Ceará, todavia, é cair de produção. Em nove jogos, o Vovô venceu apenas o Avaí, na Ressacada, e perdeu outras seis partidas.


Mesmo no banco, Osvaldo é referência no time do Fortaleza. (Foto: Kid Junior)

Sequência na elite

Para a manutenção na Série A em 2020, os representantes cearenses têm feito um bom papel. Segundo o site "Chance de Gol", especialista em estatísticas, hoje, o Ceará possui apenas 2,2% de chance de rebaixamento, enquanto a margem do Fortaleza é 6,1%, considerando o saldo leonino (-4).

Tendo em vista que quatro clubes são sujeitos ao descenso, o percentual é superior ao de sete times: Vasco (11,1%), Cruzeiro (28,9%), Fluminense (31,7%), Goiás (36,4%), Chapecoense (90,6%), Avaí (96,2%) e CSA (96,3%).

Com 20 confrontos restantes, o que chama a atenção é a possível baixa pontuação exigida para selar a permanência na 1ª divisão. Historicamente, a média de pontos dos que ficam fora do Z-4 é 45, mas a disparidade entre os que brigam pelo título e a segunda metade da tabela tem se acentuado com o aporte financeiro, o que deve fazer a pontuação diminuir na era dos pontos corridos. Até a 18ª rodada, as projeções indicavam que 40 pontos seria o suficiente para evitar a queda para a Segundona, no entanto, as variáveis são corrigidas a cada partida.

Sendo assim, tanto Ceará quanto Fortaleza precisam de mais, pelo menos, oito triunfos para se garantir no Brasileirão do próximo ano. A meta pode ser alcançada se os times ganharem as partidas em casa, o que pode assegurar até uma vaga na Copa Sul-Americana, já que o torneio continental classifica os times entre a 7ª e a 12ª posição, deixando fora quatro equipes que se livraram do Z-4.

De acordo com o cenário de competições, que chega na reta final, o leque de clubes que ganha uma chance na Sul-Americana tem possibilidade de aumentar, a depender da própria competição, da Libertadores e Copa do Brasil.

A 1ª conta com Atlético/MG e Corinthians nas semifinais. Um título nacional abriria mais uma vaga. Já o 2º torneio, com Flamengo e Grêmio nas semis, também cria uma brecha caso um dos times erga a taça. A situação é a mesma se o campeão da Copa do Brasil se classificar para Sul-Americana ou Libertadores.



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