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(Foto: Reprodução)

Onda mundial de ciberataques atinge entidades e empresas.

Computadores em pelo menos 74 países, incluindo o Brasil, são desligados devido ao sequestro de dados.

13/05/2017

a:29:{i:0;s:203:"Londres. Uma onda de ciberataques aparentemente coordenados atingiu, na sexta-feira (12), computadores de empresas e órgãos governamentais em pelo menos 74 países, incluindo o Brasil.";i:1;s:172:" Os hackers usaram ferramentas da NSA, a agência de segurança nacional norte-americana, e brechas de proteção identificadas pelo governo dos Estados Unidos e vazadas.";i:2;s:188:" Os alvos variaram do Ministério do Interior da Rússia à empresa espanhola Telefónica, passando pela gigante americana FedEx e pelo serviço nacional de saúde do Reino Unido, o NHS.";i:3;s:157:" Além dos ataques identificados como tais, centenas de empresas pelo mundo decidiram desligar seus servidores por precaução, a fim de evitar prejuízos.";i:4;s:107:" As perdas geradas pelo ataque ainda não haviam sido estimadas e podem ir além do prejuízo financeiro.";i:5;s:160:" No Reino Unido, pacientes de dezenas de hospitais e clínicas tiveram de voltar para casa e consultas foram canceladas. Mesmo as ambulâncias foram afetadas.";i:6;s:226:" A primeira-ministra britânica, Theresa May, confirmou o ataque e afirmou ser parte de uma campanha internacional mais ampla. “Não temos nenhuma evidência de que informações de pacientes foram comprometidas”, disse.";i:7;s:189:" Nenhum grupo reivindicou a ação, que é tratada como criminosa. Informações preliminares sobre a origem do software malicioso utilizado apontavam para a China, mas eram inconclusas. ";i:8;s:186:" Não há, por ora, suspeitas de que um governo esteja envolvido. O ataque cibernético surpreendeu, já pela manhã, não só os hospitais britânicos como grandes empresas europeias.";i:9;s:24:"Resgate";i:10;s:121:" A espanhola Telefónica, que opera no Brasil, instruía seus funcionários a desligar seus computadores imediatamente.";i:11;s:377:" Suas telas exibiam mensagens pedindo o pagamento de US$ 300 (R$ 940) como resgate para voltar a operar, uma situação semelhante em outros pontos do mundo. Os hackers exigiam que as quantias fossem entregues na moeda digital bitcoin, que é mais difícil de rastrear. A empresa afirma que o dano se limitou a algumas máquinas e a redes internas e não afetou os clientes. ";i:12;s:80:" A seguradora Mapfre e o banco BBVA também teriam sido parcialmente afetados.";i:13;s:35:"“Quero chorar”";i:14;s:165:" Os hackers usaram um “ransomware”, tipo de software que bloqueia informações e exige dinheiro para destravá-las (“ransom” é “resgate” em inglês).";i:15;s:412:" O software WannaCrypt0r (trocadilho com “quero criptografar” e “quero chorar”) criptografa o conteúdo do computador infectado, tornando os dados inacessíveis. Analistas afirmam que os hackers se aproveitaram de falhas de segurança no sistema operacional Windows recentemente expostas por um vazamento de informações e ferramentas desenvolvidas pela NSA, a agência de segurança nacional dos EUA.";i:16;s:25:"Invasão";i:17;s:187:" As organizações afetadas pela pane não teriam atualizado seus computadores com as correções disponíveis, ficando expostas à invasão, segundo o jornal britânico “Guardian”.";i:18;s:109:" Cerca de 90% do NHS usa o sistema do Windows XP, que já não tem mais suporte técnico para a segurança.";i:19;s:174:" Funcionários afirmaram que a contaminação começou durante a madrugada quando um e-mail suspeito foi aberto, espalhando as mensagens dentro da rede interna do serviço.";i:20;s:110:" Para o professor Ross Anderson, da Universidade de Cambridge, a crise no NHS foi causada por negligência. ";i:21;s:128:" “Utilizar um sistema operacional antigo é incompetência”, afirmou à reportagem. “Deveria ter sido jogado no lixo”.";i:22;s:27:"Espionagem";i:23;s:224:" Uma das questões neste episódio do ataque, diz Anderson, é se as vulnerabilidades detectadas por um governo deveriam ter sido informadas à indústria para serem corrigidas ou exploradas pelas agências de espionagem. ";i:24;s:51:" Os Estados Unidos escolheram a segunda opção. ";i:25;s:174:" Os ciberataques podem ter visado os hospitais britânicos porque instituições de saúde estão mais propensas a pagar o resgate, evitando interromper as suas atividades.";i:26;s:27:"Eleições";i:27;s:254:" O momento também pesa. Haverá eleições no início de junho, no Reino Unido, e a gestão do sistema de saúde é um dos temas centrais -uma das razões para que Theresa May insistisse em que o ataque foi global, e não especificamente contra o NHS.";i:28;s:137:" As autoridades britânicas já estavam em alerta para a eventualidade de uma ação, como as que recentemente atingiram EUA e França.";}



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