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Em Copenhague, capital da Dinamarca, a volta às aulas teve espaço de 2 metros entre as mesas dos alunos. (Foto: AFP)

Europa começa a afrouxar confinamento com regra de distância

Primeiro país europeu a reabrir escolas, Dinamarca separa mesas de estudantes por dois metros; União Europeia planeja retomada gradual.

Fonte: Diário do Nordeste
16/04/2020

A revogação das medidas de confinamento traz uma série de impactos para o cotidiano dos lugares que estão nessa fase do enfrentamento da pandemia da Covid-19. Há ainda várias dúvidas de cidadãos e cientistas sobre as condutas mais seguras para evitar a transmissão do novo coronavírus em ambientes fechados e abertos. O uso obrigatório de máscaras em áreas de convivência pública, como comércio e transporte público, e a definição de espaçamento entre os indivíduos se firmam como medidas adicionais de prevenção adotadas pelos países.

(Foto: Reprodução)

Nessa quinta-feira, por exemplo, as escolas da Dinamarca reabriram suas portas, após um mês de fechamento em consequência da pandemia. O governo anunciou que as escolas poderiam retomar as atividades desde que garantissem "o distanciamento e a lavagem das mãos".

Os centros de ensino devem organizar as classes para que exista uma distância de dois metros entre as mesas dos alunos e organizar o tempo de recreio em grupos reduzidos.

É o primeiro país europeu a reabrir as creches e escolas do ensino básico. Porém, as aulas foram retomadas apenas na metade das cidades dinamarquesas e em 35% dos centros de ensino de Copenhague.

As demais devem reabrir as portas após a adaptação dos locais às regras de saúde instauradas para combater a pandemia de Covid-19.

A decisão da Dinamarca, que registra 6.700 casos e 299 mortes, foi criticada por alguns preocupados pais de alunos. Um abaixo-assinado chamado "Meu filho não é um rato de laboratório" reuniu, até essa quinta-feira, cerca de 18 mil assinaturas. "As crianças podem transmitir o vírus sem ficar doentes", afirma a petição.

"Muitos pais devem manter os filhos em casa", afirmou Henrik Wilhelmsen, diretor de uma escola em Copenhague. As escolas do ensino médio permanecerão fechadas até 10 de maio e os estudantes terão aulas on-line.

União Europeia

Diante das dúvidas sobre como promover o retorno à normalidade, a União Europeia (UE) revelou, nessa quinta-feira, seu plano para uma saída gradual do confinamento, que busca proteger a economia sem colocar em risco a saúde dos cidadãos, que terão que aprender a conviver com a nova vida.

"As autoridades públicas devem avaliar de forma bastante cuidadosa o melhor momento para começar a levantar as medidas restritivas, uma a uma", disse a titular da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Áustria e Dinamarca lideram o retorno à normalidade na UE, ao mesmo tempo em que milhões de cidadãos permanecem confinados e centenas de pessoas continuam morrendo diariamente da doença, principalmente na Espanha e Itália. A UE propõe que o fim do confinamento se justifique com base em três critérios: uma redução considerável da propagação, um sistema de saúde suficientemente equipado e capacidade de realizar testes de detecção em larga escala. "Estas recomendações se baseiam no senso comum, nos dados científicos", assinalou o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel.

A UE considera que os idosos e portadores de doenças crônicas devem permanecer confinados por mais tempo.

A reabertura de lojas e escolas deverá ser acompanhada de uma limitação do número de pessoas nas aulas e nos estabelecimentos. O distanciamento social, uso de máscaras e lavagem sistemática das mãos deverão ser mantidos.

As fronteiras internas da UE deverão ser reabertas gradativamente, enquanto a decisão sobre as fronteiras externas seria tomada em uma segunda fase do plano.

Uso de luvas

A Áustria, um dos primeiros países da UE a ordenar que seus habitantes ficassem em casa, autorizou a reabertura de pequenas empresas, embora a população ainda esteja sendo solicitada a limitar seus movimentos.

Escolas, cafés e restaurantes permanecem fechados até maio. Lojas adotaram regras rígidas. Uma tabacaria, por exemplo, bloqueia sua entrada e atende o público no lado de fora. Uma ótica pede que seus clientes interfonem.

Em uma loja de celulares, os funcionários usam luvas combinando com seus uniformes. Com 9 milhões de habitantes, a Áustria teve menos de 400 mortes por Covid-19.


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