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O piloto José de Oliveira Cerqueira levou a família de Temer da Bahia para São Paulo. (Foto: Reprodução)

Piloto confirma versão de Joesley sobre voo com Temer.

Ao GLOBO, ex-funcionário de dono da JBS afirma que entregou pessoalmente buquê de flores a Marcela.

Fonte: O Globo
09/06/2017

a:9:{i:0;s:468:"SÃO PAULO — O piloto do voo que levou a família do então vice-presidente Michel Temer de Comandatuba, na Bahia, a São Paulo confirmou ao GLOBO a versão contada por Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o empréstimo do Learjet PR-JBS ao político, em janeiro de 2011. Piloto de avião há 33 anos, José de Oliveira Cerqueira, de 61 anos, disse ter entregado pessoalmente a Marcela Temer um buquê de flores em sua chegada à aeronave.";i:1;s:204:"— Mandaram entregar as flores no avião. A própria empresa me orientou a informar que quem enviou foi dona Flora — disse o piloto, numa referência à matriarca da família Batista, mãe de Joesley. ";i:2;s:151:"Cerqueira conta ter deixado de prestar serviços para a empresa naquele mesmo ano. Desde então, teria perdido contato com os antigos patrões da JBS. ";i:3;s:332:"Em nota oficial, Temer negou que soubesse quem era o proprietário da aeronave que o levou de São Paulo até o litoral baiano com a família, em 12 de janeiro de 2011 e, na tarde do mesmo dia, o levou até Brasília. O avião decolou dois dias depois de São Paulo rumo à Bahia, para buscar os parentes do então vice-presidente. ";i:4;s:258:"A versão de Temer contradiz o relato de Joesley, que contou aos procuradores ter recebido uma ligação do então vice-presidente perguntando sobre o envio de flores na aeronave e para agradecer pela gentileza, segundo fontes com acesso às investigações.";i:5;s:339:"Cerqueira conta não ter sido informado previamente sobre quem seriam os passageiros do voo. Afirma que tem poucas lembranças, já que a viagem “aconteceu há mais de seis anos, isso é muito tempo”. O GLOBO perguntou, então, se tratou com os passageiros sobre temas relacionados aos donos da aeronave, mas ele disse não se lembrar.";i:6;s:274:"— Sempre que tem um voo, nós tripulantes ficamos sabendo muito em cima da hora quem são os passageiros. Nesse, foi do mesmo jeito. Então, eu não posso afirmar o que o presidente e a família sabiam, o que se falou dentro do avião, porque a gente não tem esse acesso.";i:7;s:389:"Cerqueira disse ter registrado no diário de bordo da aeronave os trechos percorridos e anotado também quem eram os passageiros. Documentos entregues à PGR pelos colaboradores da JBS trazem a anotação “Família sr. Michel Temer”, em viagens dos dois dias. O piloto conta ter se lembrado da história apenas nesta semana, depois que o caso veio à tona e foi publicado na imprensa. ";i:8;s:189:"— O que posso te dizer é que teve as flores. Não comprei, mandaram entregar lá. Fiz o que a empresa me mandou fazer. Isso tudo que o Joesley falou é verdade — afirmou o empresário.";}


Jato da JBS que o presidente Michel Temer teria usado, segundo delação de Joesley Batista. (Foto: Reprodução internet / Agência O Globo)

a:8:{i:0;s:270:"No retorno a Comandatuba para buscar a família de Temer e levá-la a São Paulo, o piloto diz ter reconhecido os familiares do então vice-presidente. Além de Marcela, o filho do casal, Michel Temer Filho, que na época estava perto de completar os dois anos de idade.";i:1;s:149:"— Eu me lembro que era a família dele, mas não sei dizer quem eram as pessoas. Tinha a esposa dele e um filho pequeno, isso eu lembro — contou.";i:2;s:199:"O GLOBO perguntou ao piloto se ele foi procurado nos últimos dias por integrantes da família Batista ou seus interlocutores, mas Cerqueira, que continua trabalhando como piloto de aeronaves, negou:";i:3;s:37:"— Não tenho mais contato com eles.";i:4;s:589:"O governo foi obrigado a se manifestar sobre o caso depois que Joesley contou à PGR sobre a viagem, como forma de demonstrar o nível de intimidade que tinha com Temer. O dono da JBS relatou que o envio de flores foi informado ao então vice-presidente, que não estava no voo, mas teria ficado com ciúmes. A empresa, então, teria orientado o piloto a dizer que este era um agrado da mãe de Joesley, e não do empresário. Joesley relatou ter recebido uma ligação de Temer para agradecer pelas flores. A assessoria do presidente sustenta que ele não teria realizado esta ligação. ";i:5;s:545:"Ao negociar acordo de colaboração com a PGR, no início do ano, o dono da JBS informou manter um relacionamento estreito com Temer desde 2010, quando teria sido apresentado a ele por Wagner Rossi, então ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2010-2011). Na ocasião, Joesley teria passado a atender a pedidos de contribuições financeiras e favores do então vice-presidente. Em pronunciamento recente, Temer buscou se desvincular de qualquer relação de intimidade com Joesley, classificando-o como “conhecido falastrão”.";i:6;s:594:"Detalhes sobre a o relacionamento dos dois foram relatados no anexo de número 9 da colaboração de executivos da empresa. Em 2010, ele teria solicitado a Joesley o pagamento de R$ 3 milhões em doações em caixa um e em caixa dois. “Quando Wagner Rossi deixou de ser ministro da Agricultura, Temer pediu a JB (Joesley Batista) que pagasse a ele (Rossi) mensalinho de R$ 100 mil (...) JB aquiesceu e determinou o pagamento, que foi feito dissimuladamente por cerca de um ano”, registrou a defesa de Joesley em documento do inquérito que investiga Temer. O presidente nega as acusações.";i:7;s:236:"Há dois dias, O GLOBO perguntou à assessoria da Presidência da República para quem Temer pediu a aeronave particular; por que ele fez esse pedido; a convite de quem viajou; e quem o acompanhara no voo. O Planalto não se manifestou.";}



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