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O secretário Nelson Martins diz que, embora governistas defendam (Foto: Erika Fonseca)

Camilo tem 21 partidos no seu arco de aliança para as eleições.

O diálogo da gestão com deputados e prefeitos tem sido constante, inclusive com membros de partidos da oposição.

05/02/2018


O governador Camilo Santana (PT) poderá ter até 21 partidos políticos na coligação que dará sustentação à sua tentativa de reeleição, no pleito de outubro próximo. De acordo com o secretário chefe da Casa Civil, Nelson Martins, até 128 dos 184 prefeitos do Estado podem apoiar eventual candidatura do chefe do Poder Executivo. Na Assembleia Legislativa, 37 dos 46 deputados estaduais compõem a base governista.

Em entrevista ao Diário do Nordeste, Martins ressaltou ainda que uma discussão mais direta com os partidos políticos se dará somente após o período de Carnaval. Até lá, as discussões serão apenas internas. No entanto, ele ressaltou que o próprio governador tem tratado permanentemente com as agremiações aliadas, principalmente com o ex-governador Cid Gomes (PDT), que lidera o maior grupo político no Estado atualmente, junto com o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

"O melhor articulador desse processo é o próprio governador, e a gente tem feito um trabalho complementar. Nosso trabalho tem sido de relação com as partes envolvidas, pois existe um diálogo constante com todos os movimentos", disse Martins.

Movimentos sociais

Depois de um ano e meio sem titular, o Governo retomou as atividades da Assessoria Especial de Acolhimento aos Movimentos Sociais. Ela será dirigida pelo petista Cícero Cavalcante, que é ligado ao vereador Acrísio Sena, a quem coube liderar a Pasta no início da gestão. De acordo com Nelson Martins, a reativação do cargo objetiva uma ligação direta entre a administração estadual e os movimentos sociais, além de traçar planos com sindicatos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece) e com os servidores estaduais.

A ideia é traçar "o melhor ambiente" para as candidaturas proporcionais, pois, no que diz respeito às agremiações que vão dar sustentação à candidatura de Camilo, há uma quantidade considerável de partidos já dispostos a estarem ao lado do governador. Nos cálculos do Governo, esse número pode chegar a 21 agremiações partidárias.

Para a disputa proporcional, a pretensão do governador Camilo, segundo Nelson Martins, é formar uma aliança ampla para a disputa para deputado federal e repeti-la no pleito para deputado estadual. "Quanto mais ampla, melhor. A posição do Governo é termos um grande bloco de deputados estaduais também, pois isso vai ajudar na eleição do governador e de nossa base aqui na Assembleia".

'Blocão'

Nelson Martins destacou, porém, que alguns partidos, por conta de cálculos eleitorais, não deverão estar no chamado "blocão" da base governista, visto a necessidade de votação expressiva no grupo para garantir eleição. Por conta disso, outras coligações menores devem ser formadas para potencializar as eleições de membros dessas siglas. "Temos uns 34 partidos no Estado, e uns 21 partidos que estariam na coligação para apoiar o governador", afirmou.

Segundo ele, há um diálogo com o PT, partido do governador, que já teria definido internamente ir para a disputa isolado, mas esta decisão não seria definitiva, diz Nelson. "Eles acreditam que é melhor sair separado para a estadual, porque (o partido) teria sido prejudicado no pleito passado. Mas o PT, mesmo tendo eleito apenas dois deputados, em momento algum teve menos do que quatro deputados nesta Legislatura. Em determinado momento esteve até com cinco".

O Governo também pretende atuar de forma mais firme na boa relação com os prefeitos do Ceará. Neste ponto, o próprio governador é quem recebe permanentemente gestores municipais. O balanço feito pela gestão com relação a apoios de prefeitos e ex-prefeitos a Camilo Santana gira em torno de 65% a 70%, o que daria um total de até 128 prefeituras dando sustentação à administração do petista.

Prioridades

"Eles tendem muito fortemente a apoiar o governador. Isso deve acontecer porque ele (Camilo) tem se reunido muito com eles, atendido às demandas, e eu faço o trabalho de definir as prioridades. Também temos mantido contato com ex-prefeitos e lideranças. Nesta área está tudo bem", avaliou o gestor.

Ele ressaltou que outra frente de atuação diz respeito ao trato com os deputados. Na avaliação de Nelson Martins, a base do Governo, além de ter aumentado, também melhorou no que diz respeito à qualidade. Após o Carnaval, conforme informou, o debate será mais direcionado aos partidos políticos.

Oposição

Questionado sobre a possível presença de parlamentares da oposição no palanque de Camilo Santana durante o pleito, dando apoio ao governador, o secretário disse que isso seria "excelente" e citou, por exemplo, a relação de proximidade que o Governo tem tido com os deputados federais Gorete Pereira e Cabo Sabino, ambos do PR.

"A relação da Gorete com o governador é muito boa, e com o Sabino também. Eu já o recebi várias vezes no Palácio (da Abolição). Se for possível, será excelente. Até o momento, não houve qualquer conversa direta, mas nossa relação institucional é excelente", destacou.



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