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Dep. Cristiane Brasil (PTB-RJ) (Foto: Reprodução)

Apelo ao STF: Cristiane pede fim de imbróglio sobre posse.

Deputada se diz vítima de uma "campanha difamatória", enquanto bancada do PTB já fala em nome de substituto.

06/02/2018

Brasília. Impedida de tomar posse como ministra do Trabalho por uma sucessão de decisões judiciais, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) disse, ontem, que está sendo alvo de um julgamento político e pediu celeridade à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia. A ministra do STF suspendeu temporariamente a posse de Cristiane no dia 22 de janeiro e não voltou a se manifestar até o momento.

"Venho sofrendo uma campanha difamatória que busca impedir minha posse no Ministério do Trabalho. Peço, respeitosamente, à ministra Cármen Lúcia que julgue o mais rápido possível essa questão, baseada na existência de duas ações trabalhistas que tive no passado", disse Cristiane, em nota.

Ela afirmou não ter mais dívidas com a Justiça do Trabalho e afirmou que está sendo julgada politicamente. "Não devo mais nada à Justiça Trabalhista. Estou sendo julgada política e não juridicamente. Tenho a ficha limpa. Mas, infelizmente, o meu julgamento superou essa esfera. Preciso que o STF decida essa questão, para que eu possa seguir minha vida política", afirmou a deputada que disse ainda que seguirá "não poupando esforços" para provar que não cometeu "nenhuma ilicitude".


(Foto: Reprodução)

Novas denúncias

O desgaste de Cristiane Brasil aumentou no fim de semana com a divulgação de novas denúncias contra ela. Primeiro, foi divulgado que ela é investigada por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010.

O inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Rio em 2010 a partir de uma denúncia anônima, segundo a qual pessoas que trabalhavam para ela teriam pago traficantes de Cavalcanti, bairro da zona norte do Rio, para ter "direito exclusivo" de fazer campanha na região. Depois, reportagem do "Fantástico", da TV Globo, mostrou o áudio de uma reunião comandada por Cristiane Brasil em que ela pressiona servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro a buscar votos para sua campanha eleitoral.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, ontem, que o governo não fará nenhum pedido ao partido.

Já o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o Palácio do Planalto espera uma decisão rápida do Supremo sobre a posse da deputada. Ao ser questionado se não seria mais fácil o PTB indicar outro nome para evitar mais constrangimentos ao governo, Padilha não quis esticar o assunto. "Essa é uma questão que depende do PTB", disse ele.

"Essa é uma questão que a presidente Cármen Lúcia tem que definir. Queremos saber se ela vai confirmar sua decisão, rever ou levar para plenário", disse Padilha. "Gostaríamos que isso acontecesse com a maior brevidade possível, seja para manter ou afastar a proibição".

Padilha argumentou que o governo insiste em manter a nomeação de Cristiane Brasil porque não quer abrir precedentes.

"Se não fizermos isso, qualquer nomeação de ministro poderá vir a ser contestada", afirmou o chefe da Casa Civil.

'Mãos de Deus'

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que a indicação dela para o Ministério do Trabalho "está nas mãos de Deus". A aposta do entorno do presidente é de que o próprio Roberto Jefferson desista da indicação para evitar que a filha seja alvo de novas acusações, que poderão afetar a sua reeleição ao cargo. O principal nome discutido na bancada do partido, caso a deputada federal desista do cargo, é o de Alex Canziani (PR).



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