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Capitão Wagner minimiza o rompimento entre ele e o Cabo Sabino. Os dois, agora, estão disputando caminhos diferentes do projeto de 2014. (Foto: José Leomar)

Adversários Políticos: Cabo Sabino e Capitão Wagner estão com projeto eleitoral diferente.

Na eleição passada, os dois marcharam juntos, defendendo uma mesma bandeira; hoje estão distanciados.

06/02/2018

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) confirmou ao Diário do Nordeste que, apesar da amizade no campo pessoal, ele e o deputado federal Cabo Sabino (PR) agora são adversários políticos e devem atuar em campos opostos no pleito deste ano. Enquanto o Capitão será um dos coordenadores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no Estado, Sabino deve atuar também em defesa da candidatura do deputado federal à Presidência da República, mas sem participar do mesmo palanque.

Capitão Wagner está se preparando para assumir a presidência do PROS no Ceará, a partir de março próximo, enquanto Cabo Sabino tem como objetivo dirigir o PHS, apesar da disputa pela presidência nacional da agremiação estar na Justiça e refletir no Ceará.

Enquanto Wagner tem participado ativamente das negociações do grupo de oposição no Estado, para lançamento de uma chapa contra a do atual governador, Cabo Sabino não foi convidado uma única vez para debater a formação de uma coligação e discutir a construção de um nome para a disputa ao Governo Estadual.

Ao Diário, Capitão Wagner afirmou que existe a possibilidade de o PROS participar de um palanque em defesa do nome de Jair Bolsonaro, e de outro apoiando um candidato da oposição no Estado. Isso porque o senador Tasso Jereissati (PSDB) vetou qualquer possibilidade de algum partido da coligação opositora no Ceará estar em mesmo palanque que o presidenciável Jair Bolsonaro.

Distanciada

No entanto, o presidente do PSL no Ceará, Heitor Freire, já sondou que existe a possibilidade de a legenda lançar candidatura própria ao Poder Executivo, bem como candidaturas ao Senado da República. Capitão Wagner confirmou que a ideia existe, mas que ainda está sendo construída. Segundo ele, a priori, PROS e PSL estarão coligados na disputa proporcional para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Já o PHS, em princípio, tende a participar sozinho da disputa tanto para deputado estadual quanto para federal. O principal objetivo da legenda no Estado é dar sustentação a uma eventual candidatura de Bolsonaro à Presidência da República. Para o Governo do Estado, conforme informou o presidente da agremiação, "Dr. Sabino", a tendência é que o partido libere seus filiados. Recentemente, porém, Cabo Sabino chegou a afirmar que também há a possibilidade de o partido lançar candidaturas majoritárias no pleito de outubro próximo no Ceará.

"Na verdade, a gente recebeu o convite do vice-presidente nacional do PSL para que, juntamente com o Heitor Freire, construirmos a perspectiva para coligar na proporcional, o que facilitaria trabalharmos na campanha do Jair Bolsonaro. A determinação que recebemos da nacional do PSL é que estaríamos à frente da campanha. Outros partidos só serão discutidos em nível nacional", disse Wagner, que estará conversando com Jair Bolsonaro após o Carnaval sobre a disputa local no Ceará.

Segundo ele, havendo indicação de um nome para o Governo e o Senado no bloco de oposição, ele apoiará. Em não se confirmando, o PROS poderá lançar seus candidatos para a disputa majoritária. "Nós facilmente subiremos ao palanque, sem qualquer dificuldade em defender uma candidatura nacional", afirmou. Conforme informou, a relação pessoal com Sabino continua a mesma, mas na política, por diversos motivos, agora está distanciada. "Não há qualquer possibilidade de coligação na proporcional".