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(Foto: Reprodução)

Angola Cables inicia instalação do cabo Sacs na Praia do Futuro após Carnaval.

Expectativa da empresa é que o cabo entre em funcionamento até o meio deste ano.

06/02/2018

A Angola Cables Brasil irá iniciar a fase de instalação do Sacs (South Atlantic Cable System) na Praia do Futuro. O equipamento, que ligará Luanda, em Angola, à Capital cearense, chegou ao Porto do Pecém no último fim de semana, mas a fase final de instalação deve ter início por volta do dia 20 de fevereiro e durar em torno de dois dias, segundo informou Rafael Pistono, CEO da Angola Cables Brasil. "A conclusão depende das condições do mar, das correntes e dos ventos. A expectativa é que a gente conclua em dois ou três dias para que o Sacs comece a rodar até o meio deste ano, junto com a primeira fase do Data Center", disse Pistono.

O Data Center, que está sendo construído na Praia do Futuro, está com 40% das obras concluídas com conclusão prevista para o primeiro semestre deste ano. "Essa primeira fase (do Data Center) está com muita aceitação. As três fases seguintes serão feitas conforme a demanda. Mas como a gente ainda tem uma grande carência de data center, principalmente no Nordeste, podemos iniciar a segunda fase logo após a conclusão da primeira. Ainda estamos fazendo estudos", disse o CEO da empresa.

Comercialização

Cerca de 70% da primeira fase do centro de armazenamento e processamento de dados já foi vendida. O Sacs será o segundo cabo da empresa de telecomunicações angolana em operação na Capital.

O cabo Monet, projetado pela empresa africana juntamente com o Google, Antel e Algar Telecom, já está em operação, conectando Santos (SP), Fortaleza e Miami, nos Estados Unidos. Ao todo, a empresa está investindo cerca entre US$ 300 e US$ 400 na instalação de cabos e equipamentos e na construção do Data Center. Hoje, o Monet já atende clientes locais e um "grande" cliente internacional de telecom. A Angola Cables não divulga a relação de clientes nem os valores dos contratos.

Cipp

Sobre a possível entrada da Angola Cables no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), com uma estrutura física voltada para atender empresas do complexo, Pistono diz que ainda está discutindo as possibilidades de atuação como Governo do Estado. "Ainda estamos fazendo estudo para ver a viabilidade da Angola Cables no Cipp", diz o CEO da empresa. "Mas a nossa ideia é, no futuro, estender o nosso investimento para o Cipp. A gente conta com muitos parceiros na iniciativa privada e no poder público, Fortaleza é um hub logístico e a ideia á transformá-la em um grande hub de telecomunicações".

O Sacs será o primeiro cabo de fibra óptica submarino que fará a ligação entre a África e a América do Sul. A Angola Cables estima que a latência (tempo de transmissão de dados) entre Luanda e Fortaleza será cinco vezes menor da atual, para os clientes do varejo intercontinental de telecomunicações. Com 6 mil quilômetros de extensão, o Sacs terá capacidade de transmissão de 40 terabits por segundo (Tbps). O investimento no cabo é da ordem de US$ 160 milhões.

Além do Sacs, a Angola Cables investiu aproximadamente US$ 110 milhões no cabo Monet e cerca de US$ 30 milhões na construção de duas estações para abrigar os cabos em Fortaleza, no Data Center e na compra de equipamentos. O Monet possui 10,6 mil quilômetros de extensão e capacidade de transmissão máxima de 60 Tbps.



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