Carregando...

Publicidade

O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) admitiu que o governo busca 40 votos para chegar aos 308 necessários, mas projetou que terá 314. (Foto: Agência Brasil)

Limite para votar Previdência é o dia 28, admite Marun.

Planalto sinaliza que, sem maioria na Câmara, poderá retirar proposta da pauta para evitar um desgaste eleitoral.

08/02/2018

Brasília. Diante da falta de votos para aprovar a Reforma da Previdência, o governo agora trabalha com o dia 28 deste mês como data limite para a aprovação da proposta na Câmara. A previsão anterior era que o texto fosse votado até o dia 20.

Segundo o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o alongamento do prazo é mais uma tentativa do Planalto de construir maioria favorável à matéria, "se Deus quiser". Caso isso não ocorra, a proposta pode ser retirada de pauta.

Apesar das dificuldades, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo espera aprovar a reforma com 314 votos. Ele admitiu que ainda faltam 40 votos para alcançar os 308 votos necessários.

"Seria uma irresponsabilidade colocar a matéria, sabendo que ela não será aprovada", disse Ribeiro, já sinalizando que o governo trabalha numa agenda econômica alternativa: "Se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, retirar a reforma da pauta, vamos enfrentar outros temas".

Auxiliares de Temer admitem nos bastidores que a batalha está perdida pelo "fator eleitoral", pois os parlamentares estão sendo pressionados por suas bases. Assim, disse uma fonte, após fevereiro, a saída seria concentrar esforços para aprovar outros projetos, como o cadastro positivo, a reforma do sistema bancário e a privatização da Eletrobras.

A equipe econômica até concorda em fazer novas concessões para facilitar a aprovação da reforma, como beneficiar servidores públicos que ingressaram na carreira até 2003 e permitir o acúmulo de benefícios (aposentadoria e pensão) até o teto do INSS - duas medidas de forte impacto fiscal-, mas o governo decidiu que isso só ocorrerá se elas se converterem em votos.

O relator da proposta, Arthur Maia (PPS-BA), apresentou, ontem, a versão final do texto e fez só uma concessão, para agradar à bancada da bala: permitiu o pagamento de pensões integrais a famílias de policiais federais, rodoviários federais e civis mortos em ação. Ele disse, porém, que novas mudanças podem ser feitas na discussão em plenário.



Total de acessos: 239944

Visitantes online: 1