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O presidente do Senado discutiu com o governador do Ceará pesquisa interna sobre o pleito deste ano. (Foto: Agência Senado)

Eunício avalia cenário eleitoral.

09/02/2018

Brasília/Sucursal. Em entrevista aos jornalistas, ontem, na residência oficial do Senado Federal, o presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), reafirmou que não está descartada a aliança com o governador cearense Camilo Santana nas eleições de outubro.

A possibilidade de aliança com o governador Camilo e o papel de Lula nessas articulações foram tema de postagem do "Blog Edison Silva", do Diário do Nordeste, no dia 4 de dezembro do ano passado.

Segundo Eunício, a aliança está bem encaminhada e será conforme os interesses do Estado.

"Não é uma aliança para reeleger o Camilo ou Eunício, ela tem que ser uma aliança que some para melhorar a qualidade de vida dos cearenses e para levar recursos ao Estado", disse.

Sobre o cenário eleitoral dos candidatos à presidência da República, Eunício informou que ainda é muito incerto declarar o apoio para algum nome. Ele não descartou a possibilidade de votar no ex-presidente Lula.

"Se meu partido não tiver candidatura própria e minha coligação não me obrigar, eu vou votar no outro candidato, talvez o Lula. Eu fui ministro do Lula. Ele fez a transposição do Rio São Francisco e resolveu o problema da água em quatro estados", explicou. Eunício apresentou dados de uma pesquisa feita no Ceará com os possíveis presidenciáveis e discutiu com Camilo o quadro político sem Lula e não há ainda uma saída clara.

De acordo com Eunício, a pesquisa interna revela que Lula aparece no Ceará em 1º lugar com 62%, Bolsonaro com 19% e o Ciro Gomes com 11%. Caso a candidatura do ex-presidente seja inviabilizada pela justiça eleitoral, Eunício disse que Ciro Gomes aparece pouco competitivo no Ceará e chegou a citar o nome de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, como um "plano B" para o PT.

O presidente ainda defendeu a possibilidade de Luciano Huck ser candidato. A avaliação é de que o fato de o PSDB "estar em cima do muro" em relação à candidatura de Geraldo Alckmin, lança dúvidas sobre a aposta tucana. "Com o PSDB em cima do muro como está em relação a Alckmin, do jeito que está sem um candidato forte de centro, Huck pode sim vir como o novo".

Bolsonaro

Eunício questionou o "emocional" de Bolsonaro. O senador disse que o parlamentar "pode até ganhar", mas colocou em dúvida o "dia seguinte" do País.

"Imagina o que estamos vivendo. Bolsonaro aplaudido de pé dentro do BTG (banco)", disse ao se referir a evento no qual o parlamentar participou junto à elite do mercado financeiro. "E a estrutura emocional dele? Pode até ganhar a eleição, mas eu quero saber o dia seguinte".

Eunício afirmou ainda que a Reforma da Previdência "vai sair defeituosa" se for aprovada antes da eleição. Segundo ele, as mudanças no texto para viabilizar a aprovação não resolveriam o problema e acabariam dificultando um debate na campanha.