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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Conexão de 50% das cidades sem fibra em 2018.

Ritmo de expansão deve acelerar ainda mais neste ano, segundo avaliam empresas que administram o Cinturão.

17/02/2018

As únicas cidades cearenses sem cobertura de fibra ótica somam 79 atualmente, segundo dados do próprio consórcio BWM, e são atendidos, hoje, por conexões de baixa estabilidade, como cabo, rádio ou mesmo banda larga móvel. Esse número, no entanto, deve cair pela metade em 2018, segundo garante o CEO da Mob Telecom, Salim Bayde Neto.

"A premissa na estratégia da Mob são as cidades onde não tem nenhuma empresa vendendo. Não sei se é uma estratégia certa ou errada, mas pra gente está dando muito certo", revela o CEO, acrescentando ainda que a "brecha deixada pela Oi" - após o aperto financeiro causado pela recuperação judicial da empresa - também ajudou na expansão dos negócios de provedores menores.


Maioria das pequenas cidades conta com cobertura de redes móveis, de qualidade menor que a fibra ótica levada pelo Cinturão Digital. (Foto: Cid Barbosa)

A participação de provedores ocupando o espaço deixado pela Oi "enquanto o País todo estava preocupado em como ficaria o atendimento aos estados brasileiros cobertos pela operadora" também é valorizado pelo vice-presidente do Conselho da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Erich Rodrigues. "Nós entendemos que a pulverização é favorável à estabilidade e foi esse caminho que o cinturão seguiu. É um projeto que permite e motiva a participação do ecossistema", reforça.

Uma confiança maior na recuperação da economia brasileira, e cearense, fundamentam ainda a crença do empresário de que o setor de telecomunicações no Estado - que já vem apresentando bons indicadores nos últimos e difíceis anos - consiga lograr mais êxito. O conhecimento e a expertise dos cearenses, já acostumados ao uso da fibra, também devem levar as empresas à superação no mercado local.

Superação

Mas para dar um passo adiante e continuar na vanguarda das telecomunicações no País, o presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira, aponta o desafio da massificação do serviço no Ceará, fazendo com que a fibra ótica chegue na porta da casa em cidades com cerca de 6 mil habitantes. "A iniciativa da construção foi muito boa porque nenhuma empresa privada queria construir grandes anéis óticos no interior do Ceará, porque não era economicamente viável. Com isso, a rede cearense supera 90% das redes de São Paulo, onde a maioria dos bairros está em tecnologia ultrapassada", diz o empresário, valorizando o trabalho já feito até agora.

No entanto, ele afirma que um esforço do Estado, mantendo a dinâmica atual do mercado, com a ajuda dos pequenos e médios provedores, pode, "em um período bem curto, dotar cada cidade de backbone chegando na porta da cidade". A tarefa é o que cada estado brasileiro devia ter feito, na opinião do presidente da Brisanet, mas que se torna ainda mais necessário agora, pelo desenvolvimento de diversos segmentos.

Com a oferta do serviço de ponta em todo o Estado, inclusive nas cidades de pequeno porte, Nogueira aponta que muitos negócios devem crescer com maior estabilidade e conectividade, além de os serviços básicos serem beneficiados diretamente. Para ele, além da inclusão digital, a população deve gozar de melhor qualidade em saúde, educação e segurança. Hospitais, escolas e polícias poderão passar por uma modernização das instalações.



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